sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

OPERÁRIO FRACASSA NA ESTREIA DO REGIONAL DO AÇUCAR.

No último domingo, 24.02.08, a equipe do Operário estreou no Torneio Regional do Açúcar e o futebol apresentado não foi suficiente para conquistar um bom resultado diante da agremiação de Sericita, naquela cidade do mesmo nome. A partida ocorreu num gramado bastante molhado e escorradio devido às forte chuvas que atingiram toda a região. O futebol dos raul-soarenses foi prejudicado pelas jogadas ríspidas, violentas mesmas, da equipe anfitriã, que chegou a receber oito cartões amarelos, tendo merecido pelo menos um vermelho, que ficou por conta da economia do árbitro. De quebra, a arbitragem ainda deu outra contribuição, validando o único gol da partida pela equipe de Sericita, onde a regra onze não fora observada, em face do claro impedimento ocorrido no lance. Assim dá prá concluir que o problema de arbitragens no nosso futebol não é apenas no profissional, ocorre também, com frequência no esporte amador, muito das vezes pela pressão da torcida local.
Tentando recuperar os pontos perdidos na primeira rodada, a agremiação alvi-rubra do Operário, retorna a campo neste domingo, 02.03.08, desta vez, se apresentando em seus domínios. A partida será no Estádio Santana, com início previsto para as 15:00 horas, onde recebe a visita do Gramense da cidade de Santo Antonio do Grama. Diante de sua torcida, os atletas locais, prometem uma boa vitória que servirá para comemorar a inauguração do novo alambrado do estádio. Vamos lá, torcer e prestigiar o esporte da nossa terra.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

ECLIPSE LUNAR É O CRÉÉUUU


Noite linda e maravilhosa, a noite de 20 de fevereiro. Um espetáculo no céu, percebido a “olho nu”, por todos que retardaram o sono nessa noite, única “taxa” cobrada para assistir e participar do evento. Pela astronomia (e disso não entendo patavina) o fenômeno conhecido como eclipse lunar, ocorre quando Sol, Terra e Lua se alinham. Por sua vez, a camada atmosférica obstrui os raios projetados sobre a Lua, deixando-a lentamente encoberta até ficar totalmente envolto de uma camada avermelhada, até que da mesma forma, lentamente retorne com seu brilho de rainha do céu.
Mas, o certo é que o espaço celeste Raul-Soarense recebeu sua recompensa, permitindo uma visão privilegiada desse fenômeno que promete ocorrer novamente a 21 de dezembro de 2010.
Como astronomia é um caso para poucos privilegiados, ao olhar desse blogueiro, que utilizou apenas um recurso antiquado para assistir o espetáculo, resume o fato ao seu entendimento. Bom o recurso utilizado são suas vistas já cansadas, olhos míopes, portadores de astigmatismo, equipados com um par de óculos já pedindo modelo novo para o próximo natal.
Deu pra notar que a Lua se encontrava numa noite carregada de ansiedades. Afinal seus raios luminosos exalavam perfumes de amor e ela, a Lua, de sua raia, desfraldava a cambraia que cobria seu corpo, dando a sensação de uma virgem deitada nua na praia, esperando seu parceiro, esfogueado de tanto tesão. E o astro, rei Sol, não deu mole, lentamente foi cobrindo sua amada e num gesto final ecoou o grito já conhecido por nos arredores: crééuuuuuuuu!!!!

CAMPEONATO REGIONAL DO AÇÚCAR - ERRATA

Nas últimas informações acerca do campeonato regional do açúcar afirmei por equívoco, que o torneio, já famoso na região, é promovido pela liga da cidade de Jequeri. Com minhas desculpas, informo, em tempo, aos amigos e leitores da coluna, que o correto é Urucânia, lá naquela vizinha cidade de Ponte Nova e Jequeri também, é que funciona a sede da entidade desportiva que promove, regulamenta e divulga com sucesso esse campeonato, o "mais doce"do interior das Minas Gerais. Bom, já divulgada a errata, vamos complementar. A chave do Esporte Clube Operário, na primeira fase, se completa com as equipes da agremiação que leva o mesmo nome da cidade: Sericita, Bela Vista da cidade de Rio Casca, União da cidade de Matipó e Gramense da cidade de Santo Antonio do Grama. Os dois primeiros colocados se classificam para a segunda etapa após os confrontos que se realizarão na modalidade de jogos entre si, com turno e returno. Desportistas, vamos prestigiar o nosso esporte e compareçam ao estádio.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

FUTEBOL :OPERÁRIO NO CAMPEONATO DO AÇÚCAR.



Fundado em 27 de julho de 1949, o Operário, completa este ano cinqüenta e nove anos de existência. Anteriormente o nome era OPERÁRIO FUTEBOL CLUBE e, por determinação de algumas regras do desporto, com intuito de se beneficiar de verbas governamentais, o nome foi alterado, na década de setenta, para ESPORTE CLUBE OPERÁRIO.
O espírito esportivo e de luta não se alterou e o alvi-rubro mais querido da cidade continua suas façanhas de mundo do futebol em nossa região. De cara nova, o estádio Santana, abrigará este ano os jogos do clube em mais uma edição do campeonato do açúcar, bem idealizado pela liga de da cidade vizinha de Jequeri. O motivo da cara nova é, em face do alambrado, ter sido totalmente reconstruído, trazendo um estímulo maior para desportistas e atletas. Ficou bonito dando gosto de apreciar.
Restando agora, os comandados de Alexandre e de seu auxiliar técnico Andreoni que também atua dentro das quatro linhas, fazerem sua parte, apresentando um bom futebol.
No próximo domingo, dia 24 de fevereiro, o Operário fará sua estréia na cidade de Sericita contra a agremiação que leva o mesmo nome. Finalmente, no dia 02 de março estréia diante de sua torcida, contra o Gramense da cidade de Santo Antonio do Grama, prometendo uma bela inauguração do novo alambrado que leva as cores do clube. Após a apresentação prometo informar os dias das outras partidas que completam a primeira fase
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terça-feira, 15 de janeiro de 2008

BLOCO DA PELADA E O CARNAVAL 2008


Neste ano, o “Bloco da Pelada” estará completando sua 14ª edição no carnaval raul-soarense. Os organizadores estão prometendo muito agito para os carnavalescos.
O bloco sairá na segunda-feira, 04 de fevereiro, às 22 horas. O local de concentração dos carnavalescos será na Rua José Sinfrônio Castro, ao lado do “Buteco do Beto” (Bairro Tarza), a partir das 21 horas. As camisas (quantidade limitada), já estão sendo vendidas ao preço de R$ 15,00 (Quinze Reais). Maiores informações poderão ser obtidas pelo fone 33-9902-1464.
Ao carnavalesco que adquirir a camisa, será permitido participar do evento, do lado de dentro do cordão de isolamento mantido por seguranças, próximo ao trio elétrico. Dentro do cordão de isolamento seguirá (no fim da linha) um veículo equipado com freezer abastecido de bebidas. As bebidas deverão ser adquiridas com antecedência, pois o atendimento estará limitado ao exato número de fichas vendidas.
Aos apreciadores da “loura gelada” está reservada uma promoção especial, sendo que o adquirente de 05 (cinco) fichas ganha uma de brinde. Os preços serão populares, os mesmos praticados pelo comércio fora de eventos, ou seja: Cerveja lata R$2,00 (SKOL / HEINEKEN) / Refrigerante lata R$ 1,50 e Água Mineral garrafa R$ 1,00. De quebra zero oitocentos (0800) para bebida em dose, enquanto durar o estoque de uisque, run e vodka para quem estiver vestido com a camisa do bloco e dentro do cordão de isolamento.
Recado passado para todos, portanto, todos se preparem com bastante energia para o grande encontro marcado para Raul Soares, no dia quatro de fevereiro, segunda de carnaval. Olha o Bloco da Peeelllaaaaaada ai minha gente!

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

A PATA DE CHUMBO!


Quando se diz “Pata de Chumbo” vem à lembrança a copa setenta e a seleção tricampeã. Rivelino com seu inconfundível bigode e o potente chute que acabou por lhe dar a alcunha: “La Patada Atômica”.
Mas isso não vem ao caso. De coração Raul-Soarense, tivemos em nosso convívio um senhor conhecidíssimo que atendia por Sr.Catão. Senhor Catão aos encontros de amigos sempre tinha histórias e causos verídicos prá contar, que era do agrado de todos. Ele se foi, mas deixou escola em nossa comunidade, por isso, sempre deparamos com algum seguidor de sua cultura.
Foi num desses encontros culturais que Juninho de Souza Lima contou uma prá turma presente e jurou com os dedos indicadores em cruz, pela alma do seu avô João Novato, que o fato era verídico.
Com pose de contador de histórias e causos, Juninho disse que lá pela época de seus quinze prá dezesseis anos se encontrava com seu avô (João Novato) na fazenda “Mutuca”. Era um sábado bem à tardinha, onde, junto com os colonos, Sô João formara uma roda de prosa, enquanto efetuava o pagamento da semana. Dessa prosa participava também o neto querido, Juninho que acabara de tratar de uma galinha e seus dezoitos pintinhos, bem próximos daqueles trabalhadores. Repentinamente um pintinho caiu no meio da roda, desacordado e, diante do espanto de todos falecera, não reagindo aos primeiros socorros. Lá se fora por água abaixo um futuro dono do terreiro ou talvez uma dona do ninho. Passado mais alguns minutos, outro da família dos galináceos se desabrochou da mesma maneira que seu “irmãozinho”. Em virtude da repetição do fato, todos se voltaram para aquela prole de bípedes emplumados. Foi ai que Sô João Novato alertou a todos que aquela galinha era diferente e ciscava prá frente. Numa dessas ciscadas, aquela mãe desnaturada arremessou pelos ares mais um pintinho.
Diante do espanto de todos, Juninho se levantou e bradou bem alto pro avô: essa galinha tem é pé de chumbo isso sim. Algazarra à parte, Sô João com toda paciência retrucou: não meu neto, ela tem é a “Pata de Chumbo”, entendeu?
Se o Juninho entendeu não sei, mas que ele jurou novamente com os dois dedos indicadores em cruz que o fato fora verídico, isso ele jurou e encerrando sapateou na frente de todos tentando demonstrar como aquela galinha era ligeira ao ciscar prá frente. É mole?

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

A DONA DE CASA E A VACA DE PRESÉPIO!

Fim de ano não é nada mole para uma dona de casa. Afinal é ela a responsável pela recepção dos filhos, noras, genros, sobrinhos, netos e amigos, durante os festejos natalinos e de reveillon. Claro, não podemos esquecer que antes de ser uma dona de casa, é mãe, esposa, sogra, tia, avó, conselheira e proprietária de outras inúmeras funções. Essa realmente merece o ditado popular da ocasião: “adeus ano velho, feliz ano novo”.
Mas o duro mesmo é a peregrinação dessa dona de casa, em especial a de Raul Soares, para encontrar bons cortes de carne bovina, para os tradicionais churrascos. Já faz um bom tempo que ela é uma entre milhares de testemunhas, de que nossa carne bovina não é mais a mesma. Não existe mais aquele sabor, aquela carne suculenta. Pode ser filé, contrafilé, alcatra, maminha, chã de dentro ou picanha. Difícil encontrar um corte que traga maior prazer aos apreciadores da especialidade.
Bom, precisando satisfazer a ânsia e os desejos de suas visitas, a tal dona de casa como uma brasileira de fibra, não desiste nunca, “arregaça as mangas” e vai à luta. Visita praticamente todas as casas do ramo e com o seu dom inigualável, descobre que realmente não existe mais em nosso comércio uma carne que proporcione um paladar digno de fim de ano. O jeito é peregrinar açougue afora, até que de repente depara com uma carne vistosa no balcão frigorífico. Vai logo perguntando e ao mesmo tempo afirmando: essa carne ai é de boi não é?! Leva um baita de um susto quando o magarefe responde sem pestanejar: não é de boi, é da mãe. Aquele estabelecimento se transformou numa arena para troca de insultos inclusive dos presentes que também queriam a presença da polícia. Aos berros, esperneando como um novilho a relutar contra sua ida para o matadouro, o açougueiro pedia calma. Foi logo se desculpando e dando a explicação, que levou o convencimento a todos: a dona ai me perguntou se a carne era de boi, eu respondi que era da mãe, claro minha gente, da mãe do boi, ora bolas, a carne é de vaca.
Coitada da dona de casa, com cara de vaca de presépio, adquiriu a carne que encontrou e chegando ao lar, doce lar, mãos à obra, pois sua platéia já estava ali, entre umas e outras caipirinhas, sentindo sua ausência.
O pior de tudo que isso é tudo verdade. Hoje, por aqui, não temos muita escolha, geralmente, a carne não é de boi, é da mãe mesmo, (ops!), melhor dizendo, carne de vaca, descartada do plantel bovino. Quem não tem boi come vaca, afinal não estamos na India.